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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Os Quatro Elementos

I - O Fogo
O Sol, desrespeitoso do equinócio Cobre o corpo da Amiga de desvelos Amorena-lhe a tez, doura-lhe os pelos Enquanto ela, feliz, desfaz-se em ócio.
E ainda, ademais, deixa que a brisa roce O seu rosto infantil e os seus cabelo De modo que eu, por fim, vendo o negócio Não me posso impedir de pôr-me em zelos.
E pego, encaro o Sol com ar de briga Ao mesmo tempo que, num desafogo Proíbo-a formalmente que prossiga
Com aquele dúbio e perigoso jogo... E para protegê-la, cubro a Amiga Com a sombra espessa do meu corpo em fogo.

II - A Terra
Um dia, estando nós em verdes prados  Eu e a Amada, a vagar, gozando a brisa Ei-la que me detém nos meus agrados E abaixa-se, e olha a terra, e a analisa
Co m face cauta e olhos dissimulados E, mais,  me esquece; e, mais,  se interioriza Como se os beijos meus fossem mal dados E a minha mão não fosse mais precisa.
Irritado, me afasto; mas a Amada  À minha zanga, meiga, me entretém Com essa astúcia que o sexo lhe deu.
Mas eu que não sou bobo,  digo nada... Ah, é assim. .. (só…

O Espectro Da Rosa

Juntem-se vermelho Rosa, azul e verde E quebrem o espelho Roxo para ver-te
Amada anadiômena Saindo do banho Qual rosa morena Mais chá que laranja.
E salte o amarelo Cinzento de ciúme E envolta em seu chambre
Te leve castanha Ao branco negrume Do meu leito em chamas